terça-feira, 30 de junho de 2015

WILSON PICLER NO JOGO DO PODER (28/06/15)




Apresentado pelo advogado Luiz Carlos da Rocha, o programa que foi ao ar domingo, 28 de junho, à noite pela CNT, tem três blocos. No primeiro, Picler fala de sua trajetória empresarial, como começou a UNINTER. No segundo segmento, o Prof. Wilson explica o que é e como funciona o sistema de educação a distância. No último, o assunto é a vida política e sua pré-candidatura a prefeito de Curitiba. Assista, comente,compartilhe.

PRESIDENTE DO PEN, ADILSON BARROSO LANÇA PICLER PRÉ-CANDIDATO

ADILSON BARROSO, PRESIDENTE NACIONAL DO PEN-51:
Wilson Picler é nosso pré-candidato a prefeito de Curitiba





segunda-feira, 29 de junho de 2015

BLOG DO ESMAEL MORAES

Fruet já tem o primeiro adversário para 2016: Professor Wilson Picler

29 JUN 2015 - 08:41 Comente Agora




O prefeito Gustavo Fruet (PDT) já tem um primeiro adversário de “peso” nas eleições de 2016. Trata-se do empresário Professor Wilson Picler, dono do grupo educacional Uninter, que neste fim de semana foi ungido pela convenção municipal do PEN (Partido da Ecologia Nacional) como pré-candidato à Prefeitura de Curitiba.
Picler quer ser o anti-Fruet nas eleições do ano que vem, por isso ele iniciará o trabalho pela construção de um campo político de oposição na capital paranaense. O pré-candidato do PEN planeja conversar com PMDB e PT, ambos cogitam candidaturas próprias, visando o segundo turno.
“A nossa intenção é mostrar que podemos fazer uma história nova para Curitiba, com trabalho, criatividade e participação da sociedade”, afirmou Picler durante a convenção municipal deste sábado.

http://www.esmaelmorais.com.br/2015/06/fruet-ja-tem-o-primeiro-adversario-para-2016-professor-wilson-picler/

sábado, 27 de junho de 2015

CONVENÇÃO DO PEN 51 CURITIBA
PRESIDENTE NACIONAL DO PEN OFICIALIZA PRÉ-CANDIDATURA DE PICLER À PREFEITURA DE CURITBA


Adilson Barroso Oliveira, presidente do PEN-Partido Ecológico Nacional, veio à Curitiba, neste sábado, dia 27 de junho, para oficializar, na Convenção Municipal do partido, a pré-candidatura do empresário Wilson Picler à prefeitura de Curitiba, nas eleições de 2016.



Foi um momento de muitas manifestações de apoio à pré-candidatura de Wilson Picler à prefeitura de Curitiba. Barroso disse que “pessoalmente e o partido, num todo, acreditamos que as qualidades que reúne, pela sua trajetória de vida e capacidade de gerar, com brilhantismo e muito esforço, uma das mais respeitadas instituições de ensino superior do país, a Uninter -  tudo isso faz com que Picler seja uma excelente opção.
“Tenho total segurança em afirmar que o Prof. Wilson Picler é novo caminho para Curitiba voltar a ser referência de qualidade na gestão pública brasileira. O perfil de empresário e educador do Prof. Wilson Picler corresponde ao projeto que o nosso partido tem para o país avançar e, tornar-se mais justo e solidário. É um homem que já realizou muito em sua vida empresarial e política. Agora, vai contribuir, ainda mais, para promover o desenvolvimento sustentável de Curitiba, sob a bandeira da sustentabilidade”, enfatizou Barroso.
Por sua vez, o Prof. Wilson Picler manifestou a intenção de contribuir para a transformação do Brasil “ que está meio à deriva e que precisa da união de todos para que volte ao equilíbrio. É necessário administrar corretamente. Respeitar a população ouvindo o que todos consideram importante fazer para mudar nossa cidade. A nossa intenção é mostrar que podemos fazer uma história nova para Curitiba, com trabalho, criatividade e participação da sociedade”.












sexta-feira, 26 de junho de 2015



WILSON PICLER NO JOGO DO PODER PARANÁ, DESTE DOMINGO,PELA CNT



O Programa Jogo do Poder Paraná, pela CNT, sob o comando do advogado Luiz Carlos da Rocha, entrevista o empresário e educador, Wilson Picler.
Este é um espaço em que políticos, empresários e nomes de destaque no cenário nacional discutem assuntos ligados a política e ao cotidiano do Estado do Paraná.
Domingo: 22:15h
Canal 6 - Curitiba
   
      PRESTIGIANDO ATIVIDADES ACADÊMICAS



O Prof. Wilson Picler, presidente do Grupo Uninter, participou da reunião em que os alunos do 4º período do curso de Ciência Política entregaram ao prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, o relatório de pesquisa de opinião pública realizada naquele município, como atividade acadêmica da disciplina Métodos Quantitativos, ministrada pelo Prof. Ricieri Garbelini. Também estiveram presentes, o coordenador do curso, Prof. Doacir Quadros e o coordenador do laboratório de Pesquisas da Uninter, Thiago Freitas.
Picler parabenizou os alunos pelo empenho demonstrado no trabalho e agradeceu a colaboração do prefeito Luizão para que o trabalho pudesse ser realizado pelos alunos da Uninter.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Carvão e petróleo devem ficar no passado


Relatório da Agência Internacional de Energia mostra que metas para redução de emissões de carbono apresentadas por países são insuficientes para manter aumento da temperatura global em até 2oC




A Agência Internacional de Energia (AIE) publicou hoje um relatório especial focado em energia e nas mudanças climáticas. O Energy and Climate Change (Energia e Mudanças Climáticas) é parte da famosa série de relatórios “World Energy Outlook”, referência na área de energia no mundo todo, e apresenta três cenários energéticos possíveis.
Um dos cenários considera as metas para redução das emissões de carbono já apresentadas pelos países e mostra que apenas com elas não será possível manter o aumento da temperatura global em até 2º C, limite considerado seguro para conservar a vida na Terra segundo cientistas. “Estamos muito aquém do compromisso que precisamos. O que está prometido até o momento deve ser o patamar mínimo do compromisso e não o máximo”, afirma o coordenador político internacional do Greenpeace para mudanças climáticas.
O segundo cenário, proposto pela AIE como uma alternativa, considera frear o aumento do uso de petróleo e de carvão nos próximos cinco anos e também incentivar as energias renováveis e adotar medidas de eficiência energética. Há também um terceiro cenário que considera o desenvolvimento de novas tecnologias.
Atualmente, a produção e o uso de energia são responsáveis por dois terços das emissões de gases de efeito estufa no mundo e este relatório especial representa a contribuição da AIE para a próxima Conferência do Clima que será realizada em dezembro, em Paris, e na qual espera-se ser assinado um novo acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto.
“O relatório é positivo já que demanda metas mais ambiciosas dos países para diminuir as emissões de carbono”, continua Kaiser. Além disso, reconhece-se a necessidade de descontinuar o uso do carvão, de retirar os subsídios para os combustíveis fósseis e, ainda, que as energias renováveis tem um papel muito importante no futuro energético do planeta.
“Estamos à beira de uma nova era energética e a Agência Internacional de Energia reconhece isso. Em breve, o uso do carvão já será passado e o petróleo seguirá o mesmo caminho”, continua Kaiser.
No ano passado, as emissões de carbono na China diminuíram devido a uma redução no uso do carvão e o aumento da demanda por energia foi atendido por fontes renováveis. O caso chinês mostra que mesmo em um curto espaço de tempo é possível adotar fontes renováveis e que estas já podem atender a demanda de energia pelo mundo, ao contrário de tecnologias arriscadas como o a energia nuclear e a captura e armazenamento de carbono (CCS, em inglês), que apesar de ser mencionada no relatório da AIE ainda é incerta e pode causar graves riscos ao meio ambiente. “Nós temos que olhar para um futuro de energia 100% renovável”, diz Kaiser.
fonte: Greenpeace Brasil

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Cuidar do Meio Ambiente, um remédio que funciona

Manter a floresta em pé também beneficia a saúde humana. Acima, Seringal Cachoeira, Xapuri, AC. Foto: Nanda Melonio

Manaus, AM -- Depois de analisar dados de 700 municípios da Amazônia Brasileira, um grupo de pesquisadores apresentou evidências científicas de que cuidar dos ecossistemas contribuiu também para a saúde pública. A afirmação parece não trazer novidades, mas segundo os autores do estudo, publicado esta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o artigo é o primeiro a unificar fatores que antes haviam sido analisados em modelos separados.
O estudo revela que a incidência de malária, infecções respiratórias agudas e diarréia foram significativamente menores perto de áreas estritamente protegidas, depois dos autores analisarem informações sobre doenças, clima, demografia, serviços de saúde e mudanças no uso do solo.
O estudo demonstrou também que a malária tem um comportamento diferente de outras infecções. A proximidade de Unidades de Conservação de Proteção Integral ajuda a reduzir os números dessa doença. No entanto, os casos de malária tendem a aumentar em Unidades de Uso Sustentável e áreas protegidas para a extração de produtos florestais.
A equipe é formada por pesquisadores de universidades americanas e asiáticas, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O professor Subhrendu Pattanayak, da Universidade Duke, Carolina do Norte (EUA).
"Nossos resultados sugerem que as áreas estritamente protegidas podem servir como uma barreira para a transmissão da doença", afirma o professor Pattanayak. "Embora essas relações sejam complexas, acreditamos que através da proteção e preservação da biodiversidade obtemos uma dupla vitória, com os benefícios para a saúde pública”.
A Amazônia foi escolhida para o estudo porque a região tem sofrido uma rápida mudança no uso do solo e também é alvo de esforços significativos em favor da proteção ambiental.
Hipótese do Efeito de Diluição
Na mesma revista, outro grupo de pesquisadores, da Universidade do Sul da Flórida, encontrou evidências de a riqueza de espécies reduz a incidência de doenças infecciosas. O estudo testava a hipótese do Efeito de Diluição, que adverte para o risco da perda da biodiversidade resultar em maior risco de doenças em seres humanos.
Os autores do artigo analisaram mais de 200 registros que relacionavam biodiversidade e doença e concluíram que o Efeito Diluição foi robusto em todos os contextos ecológicos analisados. Os resultados demonstram que tanto parasitas quanto pragas herbívoras podem ser reduzidos com a manutenção da biodiversidade.
"Isto sugere que a manutenção da biodiversidade na natureza poderia reduzir a abundância de muitos parasitas de seres humanos e de animais selvagens", explica o professor David Civitello, do Departamento de Biologia Integrativa na Universidade do Sul da Flórida. "Por outro lado, declínios induzidos pelo homem na biodiversidade podem contribuir para aumento das doenças humanas e de animais selvagens."
Os pesquisadores advertem, porém, que a manutenção da biodiversidade não tem um efeito global. Quando se analisa uma doença individualmente, o resultado pode não ser o mesmo e a manutenção da biodiversidade pode não ter o mesmo efeito positivo.
 fonte:www.oeco.org.br


quarta-feira, 17 de junho de 2015

EX-DEPUTADA ROSANE FERREIRA FAZ VISITA DE CORTESIA AO PROF.PICLER


Encontro de dois ex-deputados federais: Prof. Wilson Picler, presidente do Partido Ecológico Nacional no Paraná e Rosane Ferreira, do Partido Verde. Visita de cortesia para avaliação do momento político paranaense.
Rosane Ferreira, ex-deputada federal e pré-candidata à prefeitura de Araucária,pelo Partido Verde, esteve na sede do PEN Paraná em visita ao Prof. Wilson Picler, presidente estadual do Partido Ecológico Nacional-PEN. Na pauta, avaliação sobre o atual momento da política paranaense e as perspectivas para as próximas eleições. Os dois ex-deputados federais, tanto Picler, quanto Rosane, são duas forças representativas do movimento pela sustentabilidade.

terça-feira, 16 de junho de 2015

CORPUS CHRISTI 2015 - CURITIBA


PARA A COMUNIDADE COM CARINHO!
PREPARAMOS ESTE DOCUMENTÁRIO PARA VOCÊ GUARDAR NA MEMÓRIA A EMOÇÃO DESSE BELO ACONTECIMENTO EM CURITIBA. TUDO FICA MELHOR QUANDO HÁ PARTICIPAÇÃO E COOPERAÇÃO.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Prof. Wilson Picler - A importância da Educação para o Brasil




Vivemos em um mundo de alta complexidade tecnológica e científica. Por isso, é essencial preparar a nossas gerações para esta nova realidade. A chave está em valorizar a Educação Básica e resgatar o sistema que prioriza o mérito daqueles alunos que se dedicam aos estudos. Picler aponta esses fatores como muito importantes para o momento que vivemos. Confira!


INSTITUTO WILSON PICLER E A TRADIÇÃO VIVA DE CORPUS CHRISTI 2015, EM CURITIBA


Voluntários e equipe do Instituto Wilson Picler participaram da tradição de Corpus Christi

Ao lado de voluntários, amigos, ex-alunos e colaboradores da UNINTER, o casal Wilson Picler e Susan Moritz compartilharam a alegria de mais um Corpus Christi em Curitiba. Como ocorre desde 2007, o Instituto Wilson Picler participou da tradição deste ano trazendo o tema “Santíssimo Sacramento: Deus Conosco,Por Nós e Em Nós” . Um folheto que presta homenagem ao ex-arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr Vitti, responsável pelo resgate dessa tradição em Curitiba, a partir de 2005, foi distribuído aos fiéis durante todo o dia. Elaborado pelo Instituto, o impresso mostra as imagens dos tapetes de 2007 até 2014.


A artista plástica, Susan Moritz elaborou as imagens que foram aplicadas no tapete simbólico de Corpus Christi.

O Santíssimo Sacramento e o tema para 2015: Deus conosco, por nós e em nós.

O Instituto Wilson Picler e dezenas de paróquias e outras instituições de Curitiba participam da tradição de Corpus Christi.


 Várias paróquias e entidades da capital participaram dos trabalhos de ornamentação no centro da cidade, numa extensão de quase mil e quinhentos metros.
Momento em que o arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo conduz o Santíssimo na procissão em direção ao Centro Cívico.
Susan, arquiteta e artista plástica, que se dedica à arte sacra, elaborou com muito carinho e devoção as imagens que foram aplicadas no tapete da Av. Barão do Serro Azul, esquina com a Rua 13 de Maio. Este local foi reservado à participação do Instituto Wilson Picler, no trajeto por onde passaria, no período da tarde, a Procissão do Corpo do Senhor, saindo da Catedral Metropolitana em direção ao Centro Cívico. As celebrações incluíram a missa na Catedral, a Procissão e a concentração no final , em frente ao Palácio Iguaçu.


O significado de Corpus Christi  mantém-se  vivo no coração de todos os fieis: Cristo vive em nós.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Wilson Picler quer ser “terceira via” - Bem Paraná

Wilson Picler quer ser “terceira via” - Bem Paraná

Wilson Picler quer ser “terceira via” para Prefeitura de Curitiba

Pré-candidato a prefeito de Curitiba, empresário traz para a gestão pública a experiência de comandar um dos maiores conglomerados educacionais do País

02/06/15 às 00:00 - Atualizado às 22:26 Da Redação
Picler: “Hoje o nível de rejeição aos políticos tradicionais está altíssimo. O PEN aqui no Paraná e no Brasil se posiciona como terceira via” (foto: Valquir Aureliano)
Filho de um mecânico e uma costureira, o ex-deputado Wilson Picler é o exemplo clássico do que os norte-americanos chamam de “self made man” - alguém que venceu na vida pelo próprio esforço e obstinação.
Natural de Guaíra (Oeste do Paraná), mudou-se com a família para Maringá com dois anos de idade e aos 16 chegou a Curitiba para estudar no Cefet, onde se formou técnico em eletrônica.
Em 1996, depois de se graduar em Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e interromper uma pós-graduação na Unicamp, ousou lançar-se no mundo dos negócios, fundando o Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão (IBPEX), que provocou uma revolução no ensino superior brasileiro, ao lançar um inédito e bem-sucedido programa de qualificação de professores para a educação básica.
Hoje, comanda um conglomerado educacional liderado pelo Centro Universitário Uninter – que reúne 8 empresas com mais de 150 mil alunos, está presente em mais de 440 cidades de todos os estados, além de uma editora cujo acervo já chega a 500 títulos impressos e 90 mil obras digitais.
Com a inquietação de quem, desde os bancos escolares, sentia a necessidade de participar pessoalmente na luta por um projeto de desenvolvimento para o País, disputou pela primeira vez um cargo eletivo em 2006, obtendo 36,8 mil votos para deputado federal, assumindo o mandato como titular em 2009, na vaga de Barbosa Neto (PDT), eleito prefeito de Londrina.
Em 2012, foi um dos principais articuladores da candidatura vitoriosa de Gustavo Fruet à prefeitura de Curitiba.
Hoje, filiado ao Partido Ecológico Nacional (PEN), Picler encara um novo desafio — colocar a sua vasta experiência administrativa a serviço do cidadão de Curitiba. Como pré-candidato a prefeito da Capital, ele enxerga na crescente rejeição do eleitorado à polarização PSDB-PT, que paralisa o País, uma oportunidade para colocar-se como uma “terceira via” capaz de resgatar ideais e aglutinar novas lideranças em torno de um projeto consistente de gestão.
Bem Paraná – O senhor foi filiado ao PDT por mais de vinte anos. Por que deixou o partido para se filiar ao PEN?
Wilson Picler – Eu era presidente do Diretório Municipal do PDT de Curitiba e, desde 2008, havia a perspectiva de me lançar candidato a prefeito. Mas, em 2011, achamos melhor articular a candidatura do Gustavo Fruet, convidá-lo ao partido, passar a presidência para ele e dar a garantia da candidatura. Isso tudo aconteceu e o Gustavo ganhou a eleição, então eu entreguei os cargos todos no partido e entendi que a minha missão estava cumprida. O Gustavo assumiu a presidência (municipal) e eu tinha a aspiração de assumir a presidência (do diretório) estadual. Mas isso acabou não se concretizando, por problemas internos e divergências. Eles optaram pelo Haroldo Ferreira. Eu me retirei desse contexto e fui cuidar — em 2013, 2014 — exclusivamente das minhas empresas.
Bem Paraná – Nesse período de retiro, o que o senhor fez?
Picler - Cheguei a ir a Brasília, mudei meu domicílio eleitoral para lá, onde trabalhei e aprendi um pouco mais com o senador Cristóvam Buarque (PDT/DF). Até cheguei a esboçar uma carreira em Brasília. Mas vi que a viabilidade maior era lançar o Cristóvam para Presidente da República. Então resolvi voltar a Curitiba, com o convite de assumir e estruturar o PEN (Partido Ecológico Nacional) aqui no Estado. Era um sonho que eu tinha há muito tempo, ser presidente de um partido, ter um nível de decisão maior nos destinos políticos do grupo, ser um líder partidário. E este sonho se aliou a outro, que é trabalhar pela causa ecológica.

“O nosso partido é novo,  não tem raposas”
Bem Paraná – Hoje a classe política é muito mal vista pela opinião pública. Por que um empresário respeitado se dispõe a arriscar sua reputação para entrar nessa atividade?
Wilson Picler – Quando eu era estudante do segundo grau, concorri às eleições para o diretório duas vezes. A política já vem de menino, antes mesmo de ser empresário. Com o sucesso administrativo, as empresas começam um ciclo em que o idealizador precisa abrir espaço para uma administração profissional. O próprio Bill Gates fez isso. Ele sentiu o momento em que tinha que passar a bola e ser só acionista. Então. nós chegamos a este momento no grupo Uninter, de estabelecer a chamada ‘governança corporativa’, uma forma impessoal de se administrar por meio de um colegiado composto por conselheiros indicados pelos acionistas. Estamos nos preparando para abrir o capital na Bolsa de Valores. Como terei mais tempo livre penso em me dedicar ao social por meio da política. Eu considero que tenho condições de ser aquilo que o povo está procurando que é o político honesto, competente e, sobretudo, independente.
Bem Paraná – O senhor acha que a crise que atinge os políticos e partidos tradicionais abre espaço para novas lideranças?
Picler – Com certeza. Hoje o nível de rejeição aos políticos tradicionais está altíssimo. O PEN aqui no Paraná e no Brasil se posiciona como terceira via. Não estamos atrelados aos ‘azuis’ e nem aos ‘vermelhos’. Nós temos que repensar o Brasil.
Bem Paraná – Como viabilizar uma candidatura competitiva em um partido novo e ainda pequeno?
Picler – Nós já estamos montando uma chapa de vereadores, oferecendo excelentes oportunidades para os novos candidatos, que disputam em condições de igualdade com os seus colegas. Não temos ninguém no partido com mandato, porque nesse sistema proporcional utilizam os novatos para eleger as ‘raposas’. Nosso partido não tem ‘raposas’. 

“Quem usa 'caixa dois' vira refém”
Para Picler, o financiamento da campanha eleitoral pode comprometer toda a gestão do eleito
Bem Paraná – O senhor foi um dos artífices da candidatura do Fruet à prefeitura. Como o senhor avalia a gestão dele?
Wilson Picler – Veja bem, não sou eu que avalio. É o povo. As pesquisas apontam um nível de insatisfação alto. Mas, uma vez que eu sou pré-candidato, é mais ético não criticar o adversário. Deixo para o povo fazer essa avaliação.
Bem Paraná –  As críticas mais recorrentes à gestão Fruet apontam que a administração do prefeito tem dificuldade ou demora para tomar decisões e “terceiriza” responsabilidades. O senhor concorda?
Picler – Eu concordo. Me parece que isso faz parte da personalidade do prefeito. Desde a época em que fizemos o convite para ele vir para o partido, essa característica estava evidente.
Bem Paraná – Porque o senhor acha que poderia ser um bom prefeito para Curitiba?
Picler – Eu não herdei carreira nem fortuna de meus pais. Tive que me fazer com minha própria capacidade. Fui forjado ao fogo da competitividade. Meu diferencial foi a inovação. Eu tenho mais de vinte anos de experiência empresarial. E acho que devo investir esse conhecimento acumulado em benefício da cidade que me acolheu.
Bem Paraná – No que essa experiência como empresário pode ser útil na administração pública?
Picler – Ninguém nasce empresário e, sim, se torna empresário. A nossa empresa hoje está em todo o Brasil. Saiu do nada, de um canto de mesa. Em 93, me emprestaram metade de uma mesa para eu começar. Hoje estamos em 440 cidades. O grupo está auditado desde 2010 pela Price Whiterhouse e nossos balanços aprovados sem restrições. E isso prova a qualidade de nossa administração. Acho que a Administração Pública em linhas gerais segue os mesmos princípios que são observância legal, gestão participativa, priorização de investimentos, austeridade nos gastos e inovação.
Bem Paraná – O que o senhor diria para quem está descrente com a política. Por que o senhor pode oferecer algo diferente do que está aí?
Picler – A grande crise que vem da política é a da corrupção. O povo tem que escolher um político probo, que tenha formação de caráter para impor austeridade. Porque o que estamos vendo é que o discurso é um e a prática é outra. A isenção na política deve começar na forma de financiamento. Quando um prefeito pega recursos do transporte coletivo ou coleta de lixo em caixa dois, perde a autoridade sobre esses serviços. Não consegue evitar uma situação de refém. O cara que pega dinheiro compromete toda a sua gestão.

“Precisamos investir em educação básica”
Bem Paraná – Os governos e políticos sempre colocam a educação como prioridade, mas hoje há uma crise no setor, com greves em vários estados e corte de verbas. Como empresário da área, qual sua receita para superar esse cenário?
Wilson Picler – A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 96 introduziu um artigo que permite a empresas e investidores com interesse comercial atuar na educação superior. Antes não podiam, somente associações e fundações sem fins lucrativos. Antes dessa lei, tínhamos só 4,5% de jovens de 18 a 24 anos no ensino superior. Na Argentina e Chile superavam os 30%. Nos países desenvolvidos, quase 50%. Com a possibilidade de empresários investirem, atraiu-se capital privado para a educação. Houve uma explosão de oferta de faculdades no Brasil todo. Com isso, o Brasil atingiu 9% de jovens na educação superior ao término do mandato do Fernando Henrique Cardoso (2002). Quando o Lula assumiu (2003), já tinha oferta ociosa. Estavam sobrando vagas. Já pensou se o governo tivesse que fazer isso tudo com dinheiro próprio? Não tinha dinheiro para isso. Ficaríamos no atraso. Houve, então, a criação do ProUni – Programa Universidade para Todos, que concede Bolsas de Estudo para alunos de baixa renda, do qual eu participei ativamente da discussão – hoje o programa já formou mais de um milhão de pessoas e tem mais um milhão estudando com bolsas de estudos. Com o PROUNI e com a continuidade na política de expansão da oferta pública e privada, o Brasil atingiu aproximadamente 12% dos jovens com educação superior. Aí criou-se o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) que elevou este percentual para 18% dos jovens na educação superior. Atualmente o Governo Federal está promovendo um ajuste na quantidade de FIES para adaptá-lo a nova realidade
Bem Paraná – Como superar isso para continuar avançando?
Picler – O problema é a falência da educação básica. O Senador Cristóvam Buarque tem uma proposta de federalização da educação básica, com um padrão de qualidade para todo o Brasil. Diferente de nossa realidade em que cada prefeito e cada governador tem uma cabeça, trata a educação da sua própria maneira. Com o Ideb (Índice da Educação Básica) estamos aferindo progressivamente uma melhoria, mas ainda estamos muito atrasados em relação aos países desenvolvidos.
Bem Paraná – E como entra a progressão continuada nessa questão?
Picler – É um problema da educação básica. Inventaram essa história de não reprovarem as crianças. Com isso, ninguém se preocupa com nada. Quando a gente era aluno tinha um medo danado da reprovação. Tinha toda uma cobrança da família. Hoje não reprovam mais ninguém. E as professoras reclamam de encontrar alunos na 5ª série que não estão adequadamente alfabetizados. Enquanto a Ásia puxa de forma quase que psicótica o nível de desempenho das crianças, o Brasil acha que é a Disneylândia. Está muito frouxa. Nós temos que cobrar um empenho maior das crianças para elas se acostumarem com raciocínios complexos quando estão se desenvolvendo, com o cérebro e a personalidade em formação. Para criar uma base capaz de formar cientistas. Isso explica porque não temos nenhum prêmio Nobel no Brasil. Nossa educação de base é muito fraca. Se nós investirmos mais em educação básica, vamos criar as condições para um Brasil desenvolvido. Nesse nível em que estamos só vamos empurrar com a barriga e continuar na mediocridade.
Bem Paraná – Na sua avaliação, até que ponto a corrupção tem a ver com esse atraso no desenvolvimento do País?
Picler – Estamos perdendo espaço no mercado internacional, por falta de competitividade em decorrência do custo Brasil, agravado por políticas equivocadas e pela corrupção. Nossas obras de infraestrutura são frágeis, mal construídas, mal dimensionadas, para acomodar a rapinagem, nada comparável com as estradas e portos dos países desenvolvidos.
Transporte coletivo
“Curitiba precisa de metrô”
Bem Paraná – Curitiba vive hoje uma crise no transporte coletivo. Como resolver isso?
Wilson Picler – Um dia, Curitiba vai ter que ter metrô. Precisamos ver o grau de endividamento da prefeitura, do Estado, para ver se comporta esse investimento agora. Não sei se o Brasil sustentará nos próximos anos grandes investimentos. Tendo condições de fazer, eu farei o metrô.
Bem Paraná – O senhor acha que Curitiba ainda pode ser chamada de capital ecológica, ou a cidade perdeu esse status?
Picler – Eu acho que ainda não perdeu esse status. Nós temos muitos parques. Mas tem muito serviço para se fazer na recuperação de rios, nascentes. Temos que seguir o exemplo de Nova York com as nascentes, cuidando da fonte de nossa água. Eu gostaria de aprofundar um projeto nesses moldes. Nova York comprou, cercou, tratou as áreas de nascentes e matas ciliares.
Bem Paraná – Como o senhor vê a greve dos professores do Paraná e a forma como o governo Beto Richa tem tratado isso?
Picler – Eu quero em primeiro lugar manifestar a minha solidariedade aos professores. No Japão, o único profissional para o qual que o imperador se curva e reverencia é o professor. Aqui nós tratamos a cacetete e bomba. Nunca poderiam ter chegado ao ponto de querer votar uma lei com a bancada em um camburão, na marra, com a polícia cercando lá fora. Falhou o diálogo, falhou a gestão.